Amigos e familiares sepultaram sábado, dia 24, já no início da noite, o corpo do jovem "Nem de Juvenal", morto em acidente as 12:40 hs do dia 23, no interior do município de Ponto Novo. O corpo do jovem ficou menos de meia hora na casa dos seus pais, para revolta de familiares que desejavam mais tempo para as últimas lembranças.
O desejo de ficar mais tempo no último adeus ao jovem, não foi possível graças a forma desumana e fria como o estado age em relação a fatos como este. Para o estado, o cadáver, é apenas um objeto descartado, sem nenhum valor. Não se incomodando com o sentimento dos muito amigos e familiares.
A falta de peritos e rabecões expõe a contradição no Brasil. Contradição entre uma 8ª rica potência econômica mundial e um gueto miserável e insensível, mesmo na hora da dor pela morte. A falta desta estrutura, selos seus custos, até se compreenderia para uma cidade do porte de Ponto Novo, mas isto é irresponsável para uma região que compreende vários municípios, entre eles Senhor do Bonfim com seus mais de oitenta mil habitantes.
Conviver com a realidade de se trafegar por 400 Km e por intermináveis 28 horas para se proceder uma perícia de um corpo, convenhamos, é no mínimo um assunto a ser pensado com mais respeito, especialmente neste ano de 2010, ano de eleição para os principais cargos da administração pública brasileira.
(Escrito por Arnobio Carneiro/Itapicuru FM)